Aceitação dos sentimentos com aperfeiçoamento e controle das emoções – 4ª Tradição @ Meditações

Sempre me sentia nervosa no meio de pessoas. Sempre me sentia responsável pelo desconforto ou má conduta de outrem.
Frequentando vários grupos com todo o tipo de pessoa, comecei a me sentir mais relaxada e confiante por causa da 4ª tradição que me lembrava a todo o momento que cada um é responsável por seus atos, cada um é responsável pelo que diz ou pelo que sente. Comecei a relaxar diante dos erros dos outros e relaxar caso percebesse que estavam se sentindo mal ou qualquer vibração negativa que se apresentasse eu parei de lutar contra tudo e todos os que achava errados.

O silêncio é ouro; aprendi nas reuniões.

Às vezes eu via grupos querendo reuniões exclusivas. Aquelas em que se você não tiver tal requisito, não pode entrar. São chamadas de reuniões só pra mulheres, reuniões só pra homens, reuniões só pra gays, reuniões só pra jovens, reuniões só pra veteranos.
Aconteceu comigo de me informarem que um grupo ao qual eu frequentava teria reuniões só pra homens na primeira semana do mês. Perguntei o propósito de excluir mulheres e me disseram que sentiam necessidade de falar sobre seus relacionamentos com mulheres sem o constrangimento da presença feminina. Perguntei se uma lésbica poderia participar pra poder falar de seus relacionamentos com mulheres. Me disseram que não porque seria basicamente uma mulher. Então perguntei se fosse um gay que quisesse falar de seus relacionamentos com homens e me disseram que esse poderia sim, por ser basicamente homem. Então perguntei se a exclusão se restringia unicamente à genitália da pessoa e não obtive resposta. Apenas me responderam que a 4ª tradição lhes dava esse direito.

Com o tempo essa reunião exclusiva se desfez. Eles compreenderam que excluir pessoas estava levando o grupo a fechar as portas. Ao invés disso, criaram reuniões temáticas. Aquelas em que se fala sobre um tema, mas todo o qualquer vivente que quiser manter a sobriedade pode participar. Eles exerceram seu direito de estarem errados, porque o que importa é o sentimento em relação às crises humanas e não a que gênero raça ou religião pertencem.

Meditação para o dia:
Quando exerço meu direito de errar, então sou livre pra aceitar e reparar.

Intérprete – Ludmila Olivieri
Direção – Christian Simon
Edição – Antônio Leal
Produção – Marta Lima

© Videobes 2017

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