Auto-imagem – 2ª Tradição @ Meditações

A 2ª Tradição me beneficiou muito no convívio em grupo. Aprendi a considerar com equilíbrio que posso servir sem dominar um grupo e isso me libertou do vício de controlar os outros. Também me ajudou a assumir uma responsabilidade sem o fardo da crítica. Exercitando a humildade de poder fazer só o que está a meu alcance e sem o desejo de reconhecimento impulsionado pelo meu fanatismo em resultados, eu; pela primeira vez comecei a participar de uma obra verdadeiramente coletiva, onde todos têm seu turno de agir e de repousar. Onde a liderança é compartilhada e todos têm oportunidade de fazer parte. Fazemos rodízio para manter o equilíbrio de que todas as necessidades para nosso propósito de grupo seja atingido sem sobrecarregar ou deixar de fora quem quer que seja. É difícil acreditar que pessoas permaneçam humildes durante anos de experiência e prestação de serviço.

Bill W. declarou que depois de muitos anos ele passou a acreditar que membros antigos acabam sempre se tornando em “sábios mentores; ou; velhos resmungões”. Os primeiros respeitam o rodízio, compartilham sua experiência e confiam em um poder superior que pode se manifestar na consciência coletiva; já os velhos resmungões, tentam dominar o grupo e não confiam nos membros novos para as tarefas porque fazem isso há tanto tempo que se julgam indispensáveis para o grupo; e se ressentem quando contrariados.

Sempre me apoio nos passos quando preciso votar em algum assunto. Se ouvirmos a todos com paciência e tolerância; perceberemos a sabedoria da decisão coletiva. São muito variadas as situações porque os grupos de 12 passos são associações abertas e normalmente seguem a apenas 1 único requisito para aceitar seus membros. Quando as situações podem ser resolvidas com apenas um lembrete a obedecer ao que não é exigido; ou seja, seguir aos costumes de cada grupo, ao formato das reuniões, uma conversa é o suficiente. Para os que estão no programa há muitos anos e já viram de tudo como tesoureiros roubando dinheiro, ou membros que ameaçam com violência física ou até assédio sexual explícito; existe a confiança da Tradição2 para que a consciência coletiva decida o que fazer. A humildade abrirá o caminho da tolerância.

Certa reunião, um servidor se mostrou muito ressentido por não haver punições nos grupos e perguntou ao coordenador geral o que deveríamos fazer como líderes responsáveis por algum encargo; quando um membro se comportasse mal, desde um ”retorno” maldoso até roubar dinheiro da sacola, ou ameaçar com violência física, ou ainda assédio sexual? Qual é critério específico para cada situação? Perguntou ele, com intransigência.

E o coordenador geral respondeu com gentileza:

“A sugestão geral da consciência coletiva é: que o critério seja o Amor”.

Meditação para o dia:

No programa, meu empregador é Deus, e meu primeiro critério será o Amor.

Intérprete – Ludmila Olivieri
Direção – Christian Simon
Edição – Antônio Leal
Produção – Marta Lima

© Videobes 2017

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