Com Deus fui descobrindo uma arma para cada evento que me consumia | Mensagem diária 30/abr

Lembro bem do gigantesco medo que eu sentia quando não conseguia aprender alguma coisa. Era um pavor assustador de ficar de fora do grupo dos que já sabiam.
Em casa; eu era o mais novo e todos os meus irmãos já sabiam ler e contar e entendiam como funcionava a tabuada e o dinheiro. Enquanto que para mim aquilo era assustadoramente desconhecido e na época eu pensava que jamais ia entender aquelas coisas. Eu não tinha a perspectiva que meu irmão seguinte estava dois anos adiante e assim por diante com cada um dos mais velhos; e que dois anos de escola inicial fazem muita diferença. Para mim os anos de alfabetização foram de muita angústia e humilhação vinda de meus irmãos que me chamavam de burro e bebê. Na maioria das vezes; bebê burro. Não foi diferente na adolescência, todos já tinham experiências sexuais e eu fiquei virgem por muito tempo. Sempre me sentindo acuado e por fora. Quando comecei a beber eu me especializei nessa matéria e finalmente tive o reconhecimento que tanto almejava. Mas os vícios me levaram ao caminho da destruição e eu detestava ser escravo daquela ou de qualquer substância. E quanto mais se passavam os anos; eu me sentia mais humilhado, envergonhado, culpado e amedrontado porque nuca sabia direito o que fazer. E tinha sempre tanto medo que as pessoas se zangassem comigo porque eu demorava a saber o que fazer. Aprendi a manipular as pessoas com choramingos e reclamações pra que elas não ficassem tão zangadas comigo. Pra que não exigissem tanto de mim.
Ao entrar em recuperação e escrever meu inventário, comecei a perceber que tinha direito de ser diferente; talvez eu fosse de fato mais lento. Mas perdi a vergonha de ser quem eu sou quando em reunião ouvi que é de fato uma pena que o cavalo não possa ensinar velocidade à tartaruga. E senti um profundo bem querer pela pessoa que eu estava descobrindo que era. Comecei a gostar de mim mesmo, do jeito que eu era. E com o tempo descobri que tinha qualidades extraordinárias. Parei de me comparar com os outros, e me concentrei em conhecer a mim mesmo. Comecei a desatar todos aqueles nós que me impediam de ser feliz. Foram pequenas descobertas que ao longo dos anos foram abrindo e colorindo meus caminhos. Com a ajuda de Deus fui descobrindo uma arma para cada evento que me consumia, me esgotava e deprimia.
Meditação para o dia
Praticando os 12 Passos; me protejo com as armas na autodescoberta.

Narração – Christian Simon
Edição – Antônio Leal
Produção – Marta Lima

© Videobes 2017

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