Disposição para mudar – 6ª Tradição @ Meditações

Como grupo jamais devemos emprestar nosso nome para outros empreendimentos. Imagine a confusão se publicassem que nossos grupos apoiam tal partido político ou que vamos votar todos em algum candidato em particular. Seria nossa destruição, com certeza.
Essa tradição me ajudou em especial a construir relacionamentos sadios. Essa tradição me ajudou a ter a disposição para quebrar pactos perversos de relacionamentos de co-depêndencia, onde dinheiro, propriedade e prestígio me desviavam de manter uma vida livre de vícios.
Vinda de uma família de prestígio, o que os outros falariam se eu me divorciasse? Se eu, sem marido, fosse responsável por empurrar meu filho a ser gay?
Quando o sofrimento e a dor se estendem por muito tempo, a primeira coisa a questionar é se nosso orgulho vale a esse ponto de nos manter reféns. A melhor maneira de se abrir para a mudança, é começar pelo defeito de caráter mais estimado dos viciados – o orgulho.
Tivemos que abrir mão de nosso orgulho para reconhecer que temos um problema de vício e agora ironicamente para nos recuperarmos desse vício teremos que novamente passar por cima do orgulho.
Ninguém está imune a perder sua segurança financeira, nem está imune a ser caluniado e publicamente humilhado. Mas a tradição 6 me ajuda a ver o quanto é importante eu me manter fiel ao essencial na minha vida, que é minha própria felicidade. Desvinculada do que os outros vão pensar ou reprovar.
Quando me divorciei, minha mãe pagava um aluguel do lugar onde eu morava. Meu irmão precisava desse dinheiro porque estava comprando um apartamento e não conseguia pagar as prestações sem ajuda financeira da minha mãe. Eles me atormentaram tanto a voltar para meu marido e assim deixar de ser um fardo financeiro e um embaraço social. Eu; que estava tentando a duras penas sobreviver limpa de vícios, não consegui suportar tanta pressão e retomei meu casamento falido; o que provou ser um erro terrível. Meu marido não tinha o menor desejo de viver limpo; assim me afundei novamente no padrão uma crise atrás da outra. Eu permiti que questões de dinheiro propriedade e prestígio me desviassem de construir uma vida sadia para meu filho e para mim. Passado um tempo, eu me reergui. Passei por cima do orgulho e medo e coloquei um fim definitivo àquele casamento doentio. Terminei meus estudos e arrumei um bom emprego que me permitiu comprar meu próprio apartamento. Orgulhosa e segura de minhas conquistas, novamente me envolvi em questões familiares, e recaí outra vez. Me encontrando em um estado de miséria, mais uma vez; me sentia perdida e com medo. Até encontrar um grupo, que tinha firmes convicções de conduta. Esse grupo ao respeitar as tradições me ensinou que devo ter um foco e devo manter esse foco. Abandonar o orgulho de ser poderosa e influente, caso contrário coloco em risco a mim mesma. Essa tradição me ajudou a manter o foco na minha sobriedade e por mais meritório que seja apoiar outros, devo respeitar os limites;
PORQUE MINHA AJUDA PODE COMPROMETER MEU PROPÓSITO PRIMORDIAL DE SOBRIEDADE.
Foi essa tradição que me deu disposição para mudar.

Meditação para o dia
A dor pode quebrar a concha da nossa compreensão que se limitava a dinheiro propriedade e prestígio. Mas o amor do grupo e a firme obediência às tradições; consolidam nossa fé na recuperação e realizam todas as promessas. Hoje eu descarto qualquer apoio que ameace minha sobriedade.

Ludmila veste Casual Street
www.casualstreet.com.br

Intérprete – Ludmila Olivieri
Direção – Christian Simon
Edição – Vinicius Vasconcelos
Produção – Marta Lima

© Videobes 2017

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