Felicidade! – 3ª Tradição @ Meditações

Foi uma felicidade encontrar um grupo que me aceitava, me compreendia e tinha compaixão de meu sofrimento.

Foi fazendo parte de grupos de 12 passos que eu comecei a ter aceitação e tolerância e paciência com quem estava chegando.
Havia um quadro num dos grupos que eu frequentava: eram duas mãos dadas significando que não estávamos mais sozinhos, e que tínhamos encontrado um lugar pra compartilhar todas as nossas dificuldades de viver nesse mundo tão complicado, sobrevivendo às dificuldades sem recorrer aos nossos defeitos de caráter da manipulação, da mentira e da deslealdade.

No início eu sentia muita raiva de ver pessoas nos grupos que eu julgava que não deviam estar ali. Gente que frequentava os grupos só porque não tinha vida social, ou porque queriam um emprego ou arrumar companhia sexual ou que tinham outros problemas que não aquele vício de foco do grupo. Por exemplo: pessoas que frequentavam grupos de AA, mas não eram viciados em álcool, mas sim tinham crescido em lares alcoólicos e deviam estar em Al-Anon. Ou pessoas em Al-Anon que não tinham um ente querido alcoólico, mas, se apaixonavam constantemente por pessoas erradas e deviam estar em Dasa. Sim, no início eu julgava, condenava e punia pessoas com meu desprezo. Frequentemente me esquecia que eu devia focar no meu inventário e jamais fazer o inventário do outro. Até que em uma certa reunião alguém disse que a definição de ser feliz é aceitar tudo o que se tem. E ser grato.
Eu tinha sempre um grupo de 12 passos para frequentar, e não importasse o quê, eu sempre fui aceita e bem vinda, graças à tradição 3.

Então parei de me ofender pessoalmente com o comportamento de outros membros e comecei a tratá-los com o mesmo carinho e tolerância com que eu fui recebida. Eu não conhecia generosidade, até abraçar e praticar a tradição3. Eu na verdade temia que essas “pessoas erradas” prejudicassem meu grupo.

Meditação para o dia:

Bill W escreveu que as pessoas que atentam contra o grupo são nossos melhores professores, e não deveríamos ser ingratos para com eles.

Intérprete – Ludmila Olivieri
Direção – Christian Simon
Edição – Antônio Leal
Produção – Marta Lima

© Videobes 2017

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