Foi difícil aceitar que eu tinha crescido | Mensagem diária 21/mar

Parei de me refugiar no álcool e drogas. Parei de tentar controlar os outros e me entupir de comida ou de excesso de atividades. Parei de fugir.
Hoje sou eu quem procura a intimidade com os que amo. Eu achava que intimidade era tirar a roupa. Mas hoje sei que ter intimidade é perder o medo de revelar meu lado sombrio para aqueles em quem confio.
Não posso confiar em quem fica explodindo em gritos e se comporta de maneira instável. Ou em quem sente prazer em rebaixar os outros pra se sentir melhor. Ainda que essas pessoas fiquem me bajulando porque acreditam que uma amizade entre nós pode ser vantajosa, não preciso desse tipo de pessoa na minha vida.
Na minha adolescência eu lembro que tinha roupas que eu gostava muito, mas não me serviam mais. Eu me apertava nelas porque não queria aceitar que teria que abandoná-las. Gostava tanto delas. Foi difícil aceitar que eu tinha crescido. Me sentia gordo e não adulto. Tinha medo de não ter dinheiro pra roupas novas. Ficaria sem roupa nenhuma. Aquilo me apavorava. Assim era a ideia de romper com pessoas. Não ter ninguém me causava profunda ansiedade.
Em recuperação, muitas roupas novas foram adquiridas. Fui conhecendo pessoas novas e abrindo minha mente, e perdendo o medo de ficar abandonado. Fui aceitando minha realidade e meus defeitos de caráter foram ficando claros pra mim, e assim fui conseguindo mudar. Eu não precisava mais da explosão de ira e carregar a culpa depois. Eu não precisava mais bajular os outros e perder meu respeito próprio. Eu não precisava mais da raiva da ira e do ódio pra me proteger dos abusos.
Simplesmente me recuso a me relacionar com pessoas insanas. E isso bastou para que eu transformasse minha realidade em um local seguro de se viver. Não há qualquer motivo suficiente para me fazer me relacionar com quem não me respeita.

Meditação para o dia
Só por hoje examinarei meus relacionamentos, farei meu inventário para ter certeza do envolvimento dos meus próprios defeitos, posso mudar até o limite de romper.

Narração – Christian Simon
Edição – Antônio Leal
Produção – Marta Lima

© Videobes 2017

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