Gostava de coisas que para os outros tinham valor | Mensagem diária 11/jan

Já visitei países de línguas estrangeiras e é bastante confuso estar num lugar que não conhecemos bem e falando outro idioma. Mas mesmo estando em meu país e em minha cidade natal, eu permanecia confuso, me sentia deslocado e perdido. Eu nunca tinha parado pra me avaliar.

Quais eram meus valores, morais, éticos, quais eram as minhas crenças, e minhas preferências. Eu fui ensinado a escolher e gostar de coisas que para os outros tinham valor, mas não para mim. Ou se eu gostasse muito de algo, era desencorajado porque aquilo não era bom pra mim ou não era respeitável no mundo dos adultos. Por exemplo, sempre fui apaixonado por música, mas quem se dedica a música é vagabundo, eu sempre amei flores e plantar, mas isso é para agricultores que são pobres e ignorantes.

Quem gosta de poesia, morre de fome, e assim por diante, todas as minhas tendências não serviam então eu tinha que ser outra pessoa, uma pessoa que escolhia o que os outros achavam bom, ou ao meu nível. Quando percebi que tinha talento para idiomas, minha sogra me esculachava, dizendo que eu só queria aparecer e nunca usaria outro idioma. Ela tinha o dom de fazer com que eu me envergonhasse das coisas que eu gostava.

Minha mãe embora estivesse plenamente ciente de que eu era bem inteligente, me proibiu de cursar medicina porque ela dizia que eu não gostava daquilo e só queria agradar meu pai, e que o máximo de formação acadêmica que eu poderia almejar seria me formar professor, como ela, porque não conseguiria jamais entrar para uma faculdade de medicina.

Fui me isolando das pessoas porque elas me machucavam e fui me isolando do contato comigo mesmo, e de tudo o que eu realmente queria para mim. Passei anos preenchendo as expetativas dos outros. Até entrar em recuperação. Tive que redescobrir quem eu era. E então traçar meus planos de vida. E de repente minha vida foi ficando clara e a confusão desapareceu. Não importa em que lugar ou idioma.

Meditação para o dia:
Admitir que eu me isolava, que não me conhecia, que não lutava por minha identidade, foi o primeiro passo para minha mudança! Hoje, com Deus, sustento quem eu sou!

Narração – Christian Simon
Edição – Tuco Silva
Produção – Marta Lima

© Videobes 2016

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