Livre da culpa – 1ª Tradição @ Meditações

Um dos sentimentos mais destrutivos de auto sabotagem é a culpa. Eu sempre me sentia muito mal no meio de um grupo. Qualquer grupo que fosse; até em família; eu me sentia responsável pelo que os outros sentiam.

Na escola eu tinha um grupo de desajustados e desse grupo eu gostava porque era o líder dos desajustados. Eu e minha arrogância decidíamos como eles deviam se sentir.
Então se não podia dominar um grupo eu me sentia mal e quando era forçado a participar de um grupo eu me anulava. Não dava opinião porque mesmo que eu me manifestasse achava que minha opinião não teria valor.

Em recuperação, não devemos usar o tempo do grupo em excesso, aprendemos a compartilhar o tempo com parcimônia para que todos tenham uma chance de falar. Mas também é sugerido que se nos chamam devemos falar. Porque se vamos à reunião só pra ouvir estaremos continuando o padrão de excesso e poderemos privar alguém necessitado de nossa experiência. Nossa participação e nossa voz são tão importantes quanto qualquer outra do grupo e isso mantêm o bem estar da unidade. Não sou uma planta murcha que se submete aos desmandos de um grupo. Minha opinião e minha experiência devem ser manifestadas. Hoje posso falar tudo o que penso sem que a emoção da raiva tome conta de mim para isso. Posso falar tudo o que desejo comunicar com voz calma e serena. Mesmo que as pessoas reajam com raiva; isso será problema delas. Hoje estou consciente que não preciso controlar o que os outros sentem. Estou livre da culpa. Não preciso dominar nem ser dominado.
Toda vez que surge uma controvérsia acerca de uma ação a ser tomada a sugestão é que todos meditem sobre o assunto e voltemos a conversar sobre ele e num próximo momento votaremos para que a maioria seja beneficiada. Quando a maioria decide o que é melhor para um grupo, conseguimos manter a união do grupo e sua sobrevivência. Seguimos o costume do voto. No início, eu ficava surtado quando minha vontade não era contemplada; com o tempo percebi que se um grupo não é capaz de resolver seus conflitos contemplando a maioria; ele simplesmente se desfaz. Não posso pagar esse preço. Certa vez tentei continuar minha recuperação sozinho; me achava melhor do que os outros e que podia seguir me recuperando sem um grupo. Tudo o que consegui com essa atitude de extrema arrogância foi uma horrível recaída.

Meditação para o dia:
Preciso de um grupo; posso tudo mas não posso sozinha.

Intérprete – Ludmila Olivieri
Direção – Christian Simon
Edição – Antônio Leal
Produção – Marta Lima

© Videobes 2017

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