Livre da ira – 3ª Tradição @ Meditações

Eu achava muito difícil praticar amor aceitação e tolerância com pessoas que eu detestava. O que eu não compreendia é que eu não precisava gostar daquelas pessoas, apenas precisava ouvir com paciência seus depoimentos; sem julgar.

Fico imaginando o quanto eu me esforçava nos primeiros anos pra não parecer idiota, ou fraca, ou burra, ou medíocre em meus depoimentos. Mas fazer um discurso com o único propósito de gostarem de mim, não aliviava minhas dores ou sofrimentos causados por meus defeitos de caráter. Eu deveria trazer para meus depoimentos minha realidade sincera de sofrimento para que a cura começasse.

Mesmo que não gostassem de meus depoimentos ou de mim, ainda assim; por causa da tradição 3 eu pertencia àquele lugar. Com a frequência de reuniões, fui me soltando e me entregando ao Poder Superior de minha concepção. Então os depoimentos sinceros começaram a fluir.

Se eu tinha que ouvir depoimentos de outras pessoas que me pareciam ofensivos eu relaxava e me concentrava na tradição 3, lembrando que aquela pessoa tinha o direito de estar ali, mesmo dizendo coisas que me deixavam com muita raiva. Fui percebendo que toda minha raiva estava sempre baseada em meus medos. Medo que aquela pessoa pudesse trazer negatividade ao grupo. Medo de me contaminar com aquela pessoa por quem sentia aversão. Medo de que aquela pessoa horrível causasse algum dano ao grupo.

Como eu queria poder ser a Presidente dos grupos que frequentava para poder demitir meus desafetos!

Mas os grupos em geral respeitam as tradições, e pela tradição 3 todos são aceitos.

Depois de alguns anos compreendi que não preciso gostar para aceitar. Existe tanta coisa que não gosto; mas aceito como parte do universo que conheço e no qual vivo. E assim minha raiva pelas pessoas começou a desaparecer porque era inútil eu gostar ou não daquelas pessoas; elas estariam aí frequentando as reuniões e exercendo seu direito de pertencer exatamente igual ao meu direito de pertencer.

Meditação para o dia:

Ao conviver com todo tipo de pessoa; fui aprendendo sobre paciência, tolerância, aceitação e amor.

Intérprete – Ludmila Olivieri
Direção – Christian Simon
Edição – Antônio Leal
Produção – Marta Lima

© Videobes 2017

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