Livre dos vícios – 1ª Tradição @ Meditações

A 2ª TRADIÇÃO de AA diz:

2. Somente uma autoridade preside, em última análise, o nosso propósito comum – um Deus amantíssimo que Se manifesta em nossa Consciência Coletiva. Nossos líderes são apenas servidores de confiança; não têm poderes para governar.

Bem, depois de ter tido uma experiência tão libertadora com a tradição 1; me dei conta de que não preciso dominar meu grupo. Mas quem iria administrar aquele grupo? As pessoas não tinham sido capazes de administrar suas próprias vidas…

Quem no final das contas manda em AA e em todos os grupos que praticam os 12 passos? A resposta; como disse o sábio; está na mão de cada membro.

Se formos fiéis às tradições; nossos grupos vão assegurar a continuidade de nosso propósito primordial de transmitir a mensagem. Pela Tradição2 devemos confiar em um Deus que se manifesta na consciência coletiva. Temos que seguir o voto da maioria. E mesmo que a princípio nos pareça errada a decisão da maioria; sempre poderemos contar com o desígnio divino que sabe além do que sabemos.

Quando ocupamos encargos de serviço é importante sabermos que estamos apenas servindo a maioria e não nossa própria vaidade. Eu era viciada em fazer tudo sozinha. Achava que eu dava conta de tudo, quando os outros não eram capazes, eu estava lá pra assegurar o andamento das coisas. Vivia sobrecarregada e culpada. E frustrada quando falhava em cumprir com tantas responsabilidades, as minhas e as dos outros.

Essa tradição foi especialmente difícil pra mim porque sempre me achava mais líder e mais inteligente e mais capaz do que os outros. Mas a diferença entre governar e servir se aplicou bem na minha própria família. Sempre foi um fardo lavar a louça. Então como família democrática; estabelecemos um rodízio para essa responsabilidade. Quando um dos membros não cumpriu sua parte; eu o fiz por ele; afinal queria o bem estar da cozinha limpa. Os dias se seguiram e o membro omisso não viu necessidade em manter sua parte no acordo. Como líder da família; pensei em sancionar punições; mas lembrei que meu grupo exercia liderança sem qualquer punição. Nos grupos tudo é feito por escolha e oferecimento de boa vontade. Pela consciência de que tarefas precisam ser feitas. Então ao invés de continuar fazendo o trabalho do outro, não fiz nada e ninguém o fez. Depois que acabaram os pratos limpos da casa houve certa tensão e muito descontentamento; mas expliquei que não podia fazer tudo sozinha.

Ninguém pode.

No dia seguinte cheguei do trabalho e a cozinha estava limpa.
Como líder de minha família; apenas tive que exercitar paciência e tolerância com o despertar do outro membro. E me abster de fazer pelo outro o que ele deve fazer por si mesmo. Apenas confiar na decisão de nossa consciência coletiva. E em Deus.

Hoje posso servir minha família como parte dela; e não como um tirano ditador que pune os desviados.

Sirvo minha família e meu grupo com prazer; com amor e com fé em Deus.

Meditação para o dia:
A confiança na Tradição 2 sempre mantém a harmonia do meu lar.

Intérprete – Ludmila Olivieri
Direção – Christian Simon
Edição – Antônio Leal
Produção – Marta Lima

© Videobes 2017

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