Não podia dizer como eu me sentia | Mensagem diária 04/dez

Confiar nas pessoas foi um aprendizado longo e penoso em recuperação.
Quando criança o lar em que cresci dava pouco espaço para confiar porque sempre era magoado e traído. Não podia dizer como eu me sentia porque meus irmãos acabavam sempre me denunciando e na maioria das vezes sempre usavam minhas confidências contra mim. Tendo sido abusado psicologicamente tantas vezes cresci desconfiado e não permitia me aproximar das pessoas porque isso me deixava vulnerável a ser novamente traído. Foi assim também na escola e depois na adolescência. Fui magoado por cônjuges e amigos íntimos. Minha raiva e ressentimento pelas pessoas indignas de confiança eram totalmente justificáveis.
Em recuperação comecei primeiramente confiando em Deus. Com o tempo, foram surgindo novas amizades e o medo de ser traído, voltava. Por mais bondosas e amorosas que as pessoas fossem comigo eu não conseguia me aproximar porque sabia que era só uma questão de tempo até aquela pessoa fofa; me trair.
Então em meus inventários comecei a trabalhar minhas emoções e minha autossuficiência afetiva. Minhas condutas e minhas posturas ético-morais.
Em nosso programa, para conseguir a sobriedade e mantê-la, se faz necessário sermos honestos. Se rompermos essa condição essencial estaremos arriscando o que mais prezamos: nossa sobriedade.
Foi um alívio libertador saber que somente posso fazer o meu inventário e se as pessoas; mesmo aquelas fora do programa agem errado; isso não nos pertence.
Ao me desligar dos erros dos outros, traições ou trapaças, venci o temor de ser traído.
Não estamos imunes a infidelidades e traições. Mas nosso grande trunfo hoje é que nos desligamos da agonia de confiar nas pessoas. Se não forem corretas conosco, saberemos, e só então faremos algo a respeito.

Meditação para o dia
É maravilhoso poder confiar nas pessoas que amamos. Atingimos uma elevada plenitude no amor quando resgatamos nossa capacidade de confiar.

Narração – Christian Simon
Edição – Tuco Silva
Produção – Marta Lima

© Videobes 2016

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