Não precisava mais representar o papel de durão que suporta tudo | Mensagem diária 06/jan

Meus primeiros dias de programa de 12 passos foram muito confusos. Voltava às reuniões porque estava muito curioso como aquelas pessoas tinham passado por horrores muito piores que os meus e estavam tão sadias, tão equilibradas e bem-sucedidas. Se eles tinham conseguido e me diziam que eu também ia conseguir, valia a pena tentar. O que eu teria a perder?

De qualquer forma era muito bom ter um lugar onde eu podia vomitar tudo o que tinha tido que esconder a vida toda. Podia falar das injustiças que sofrera e das besteiras que tinha feito. Podia chorar. Não precisava mais representar aquele papel de durão que suporta tudo. E meus companheiros continuavam me encorajando e me aceitando e compartilhando comigo tantas semelhanças de sentimentos sobre os quais somos severamente proibidos de mencionar. Sim, nos grupos temos essa liberdade de dizer tudo o que está trancado em nossa garganta que quase nos matou sufocados. Isso me lembra duma pérola da bíblia que diz:
“E a verdade vos libertará”.

A sensação de liberdade nos primeiros tempos foi muito importante. Mas eu sentia um nervoso de exatamente o que fazer com aquela recém-descoberta liberdade?
Os passos deram uma consistência a meu plano de libertação. Um roteiro. Me disseram que cada um dos passos me traria um benefício específico e necessário à manutenção de minha sobriedade e serenidade.

Eu já tinha revirado meu passado antes e morbidamente tinha todos os culpados. Mas agora era sugerido que eu conhecesse em que momentos eu participei de minha destruição. E como; e o quanto. Que defeitos de caráter eu tinha que me impediam de ter escolhas sadias? Como identificar meus defeitos e removê-los para ter o controle de minha vida recuperado? Me pareceu um trabalho hercúleo. Mas a sugestão recorrente era que eu fosse gentil comigo mesmo, e antes de começar minha investigação, eu deveria conceber uma força amorosa que me conduziria ao tesouro da serenidade.

Meditação para o dia:
O amor que me foi oferecido no grupo vem de alguma fonte.
Hoje tento me conectar a essa fonte de amor abundante.

Narração – Christian Simon
Edição – Tuco Silva
Produção – Marta Lima

© Videobes 2016

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