Para me isentar do erro, torcia a realidade com desculpas e justificativas | Mensagem diária 24/abr

Eu era um falastrão. Falava o tempo todo e não dava chance das pessoas dizerem uma palavra. Se tentavam argumentar comigo eu erguia a voz e me impunha sobre a outra pessoa até que ela desistisse do que estava pensando.

Ninguém me convencia. Eu fazia tudo do meu jeito. Eu estava sempre certo. Eu sabia de tudo. E quando erravam comigo; tinha tolerância zero. E eu só conseguia pensar:

Se eu era capaz de fazer tudo perfeito; como as pessoas tinham a safadeza de fazer errado comigo?

Em recuperação, escrevendo meus inventários percebi que eu tinha expectativas irreais dos outros e de mim mesmo. Não tolerava o erro. Era obcecado por perfeição e frustrado. Muito frustrado. Os inventários feitos com honestidade para comigo mesmo; me fizeram lembrar muitas situações em que eu de fato havia errado.

Meu julgamento dos fatos e das pessoas estava engessado em desculpas e justificativas, torcendo a realidade de minhas lembranças com o único objetivo de me isentar de erro.
O resultado dessa forma de conduzir meu pensamento era que mesmo quando o erro era meu, eu me ressentia, e ficava furioso, frustrado com o que não podia controlar, com vergonha de ter errado; e finalmente com culpa; por saber que eu tentava ocultar meus erros.

Mas isso tudo não era planejado pelo meu consciente. Eu só consegui alcançar esse conhecimento de minhas atitudes e pensamentos, quando comecei a praticar o lema:
“Mantenha a mente aberta”.

Essa sugestão; me ajudou muito a abandonar meus pensamentos e conceitos tão rígidos que as pessoas do bem não conseguiam penetrar pra me mostrar novos horizontes. E lentamente fui pedindo a Deus por tolerância e aceitação. E fui aceitando minha humanidade. E fui aceitando os fatos da vida; assim com calma; com a maturidade de aceitar que às vezes a vida não é como eu queria.

Meditação para o dia:
Sigo na fé de que quando as coisas não saem como eu queria; é porque Deus tem planos pra mim; que são muito melhores do que os meus.

Narração – Christian Simon
Edição – Antônio Leal
Produção – Marta Lima

© Videobes 2017

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