Posso impedir que me controlem @ 7ª Tradição @ Meditações

Muitas vezes isso aconteceu comigo: Deixar que alguém me sustentasse e viver com as constantes ameaças de meus benfeitores retirarem os recursos se eu não fizesse exatamente o que queriam. Como uma faca espetada em meu corpo eu sofria com tais ameaças e o mais intrigante é que às vezes meus benfeitores eram tão mais adoecidos que eu que nem sabiam exatamente o que queriam que eu fizesse. E ficávamos nos relacionando até eu ficar com tanta raiva de ser patrocinada e me libertar daquela pessoa. Para sempre! Nunca me ocorreu procurar me relacionar com pessoas independentes. Pessoas que não precisam de mim e nem eu delas. Mas que nos escolhemos porque nos gostamos. Amar a quem nós precisamos não é amor. Comecei a trabalhar no conceito de precisar alguém porque amo, e não amar porque preciso de alguém.

A Tradição 7 foi o princípio espiritual que mais me ajudou. Nesses anos todos que se passaram enquanto eu praticava esses princípios em todas as minhas atividades; não virei santa; e nem sequer perdoei a todos. Nem sequer consegui uma vida de perfeita ordem, perfeita segurança e realização de todos os meus sonhos. Mas essa tradição em especial tem me ajudado a deixar pra lá o que passou e investir no hoje. Em cada reunião quando passa a sacola, lembro do quanto é importante que eu seja autossuficiente. Não só em dinheiro ou segurança; mas também em amor e atenção. Trabalhar minha autossuficiência material me ajudou a ser uma pessoa madura que não precisa de constante atenção dos outros. Me tornei uma pessoa segura de minhas qualidades e de meu valor. Se outra pessoa estiver zangada ou com medo, triste ou com raiva – não preciso adotar o humor ou atitudes dessa pessoa! Posso controlar meu humor, minhas emoções e atitudes. Hoje eu sou capaz de impedir que as pessoas me suguem para seus estados sombrios. Não preciso mais da aprovação de quem quer que seja para ser feliz. No passo 1 aprendi que não posso controlar ninguém – mas também posso impedir que me controlem. Hoje posso expressar o que sinto com serenidade, sem medo de represálias, sem me sentir mal ou justificar o que sinto. Nunca me tornei aquela celebridade milionária de meus devaneios delirantes. Ao invés disso sinto um prazer extremo desfrutando de minha casa e de tudo o que construí. Aprendi a gostar e agradecer a vida que tenho hoje. Sei que tenho o direito de ter ambições e almejar coisas lindas acontecendo na minha vida. Mas não dependo mais delas para que meus dias sejam usufruídos em toda sua plenitude. Minha felicidade deixou de depender de minhas circunstâncias.

Essa tradição me ajuda a ver que tenho o essencial e que isso é bom o bastante.

E tudo o que me atormentava posso simplesmente: Deixar pra lá, e entregar a Deus.

Porque descobri que amar a Deus é um amor que basta-se a si próprio.

Meditação para o dia
Quanto mais dependo de Deus; mais autossuficiente me torno.

Ludmila veste Casual Street (www.casualstreet.com.br) e usa Zau Bijoux, acervo Juliana Olivieri (Instagram: @ferreirajux)

Intérprete – Ludmila Olivieri
Direção – Christian Simon
Edição – Vinicius Vasconcelos
Produção – Marta Lima

© Videobes 2017

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