Revendo nossos valores – 6ª Tradição @ Meditações

A 6ª Tradição de AA diz:

6. Nenhum Grupo de A.A. deverá jamais sancionar, financiar ou emprestar o nome de A.A. a qualquer sociedade parecida ou empreendimento alheio à Irmandade, a fim de que problemas de dinheiro, propriedade e prestígio não nos afastem de nosso propósito primordial.
Na tradição anterior existe uma frase que é muito difundida nos grupos de 12 passos:
“Sapateiro, não vá além de tuas chinelas”.
Repetimos muito essa frase quando digredimos de nosso propósito primordial. Por isso a 6ª Tradição é tão importante. Ela reforça que mantenhamos o foco quando trabalhamos em grupo pela recuperação. Recuperação dos que ainda estão sofrendo e nossa própria recuperação. Porque é muito tentador voltar a ser sadio e funcional, e com isso querer salvar o mundo.
Especialmente para viciados que possuem um ego enorme, se sentir salvador é uma associação quase que instantânea. Quando percebemos que nossos grupos podem ter um alcance tão expressivo, é natural querermos que nossos princípios sejam adotados por escolas; hospitais; e até na política. É natural querermos construir sedes e nos tornarmos celebridades da mensagem e todas as sociedades se curvariam a nosso modo de vida honesto e incorruptível. Mas com tantos outros interesses na bandeja; a sobriedade se encolheria e a perderíamos em função de dinheiro propriedade e prestígio. Bill W previu isso e nos alerta com essa tradição que estaremos sempre em perigo se apoiarmos qualquer causa de fora de nossas irmandades.
Em minha caminhada pessoal, essa tradição é muito importante. Ela me lembra todas as vezes que eu queria fazer coisas boas mas acabei perdendo o rumo.
Cresci em uma família que valorizava muito dinheiro propriedade e prestígio. Ninguém percebia que nos afastávamos de um poder superior espiritual. Mesmo frequentando missas, nosso deus de adoração era o poder financeiro. Tive que me afastar de meus familiares para desaprender algumas condutas que me desviavam do meu propósito de manter minha sobriedade. Tive que passar por uma recaída para recomeçar do zero. Afastada de meus parentes não precisava ostentar nenhuma fachada. Não devia mais nada a ninguém. Mas me ressentia por ter vindo daquela família. Essa tradição me ajuda a devotar minha energia a um círculo de pessoas que querem o mesmo que eu: uma vida sóbria. Não posso mudar meus parentes. Se eu tentar emprestar minha sobriedade a eles, vou me envolver em questões que vão destruir minha sobriedade. Toda vez que percebo que estou me misturando com questões que não me pertencem, lembro-me dessa tradição e consigo me afastar. E quanto mais eu caminho na manutenção de minha sobriedade, mais o ressentimento vai diminuindo.

Meditação para o dia
O gerenciamento do outro não me pertence. Mantenho minha integridade. Sou livre para manter minha sobriedade. Não importa quanto barulho eu faça, ainda assim nunca vou impedir o pássaro de cantar.

Ludmila veste Casual Street
www.casualstreet.com.br

Intérprete – Ludmila Olivieri
Direção – Christian Simon
Edição – Vinícius Vasconcelos
Produção – Marta Lima

© Videobes 2017

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