Se não posso ser otimista, faço uma oração | Mensagem diária 19/fev

Nos meus anos de juventude com os vícios, percebia o declínio e a degradação para onde eles me arrastavam. Eu respirava negatividade. Sentia desprezo repulsa e hostilidade por tudo e por todos. As pessoas que se aproximavam de mim felizes, me pareciam falsas e hipócritas. A política e a injustiça no mundo me enojavam. Cheguei ao ponto de não ter mais fé em nada nem em ninguém. E mentia miserável. Cheio de ódio. Sem poder algum para mudar o que quer que fosse. Queria que o mundo mudasse para que eu tivesse uma chance de ser feliz.

Quando tinha uma coisa boa, me sentia alvo nu de olhares vorazes e invejosos, prontos para abocanhar minha diminuta alegria.
Eu não percebia o tamanho da minha inveja. Como eu era um perdedor, eu sentia muita raiva das pessoas sadias e bem ajustadas. Se uma celebridade se destacava com algo positivo eu comentava algo bem destrutivo, só pra acabar com o clima de felicidade. Se alguém se alegrava com algo pequeno, logo eu desmerecia o valor daquilo. Se alguém aparecia contente eu logo me queixava de minhas dores nas costas e despejava em público meus dramas de vida. Se alguém viesse com uma prece de agradecimento eu tinha um rosário de queixas pra acabar com qualquer possível energia positiva.

Não admira que eu vivesse tão amedrontado de que alguém como eu quisesse tanto destruir o que não conseguia ter.

Hoje fico atento a minha mudança de postura. Se não posso ser otimista, faço uma oração. Se não posso me alegrar com a felicidade alheia, lembro de minha lista de gratidão. Se não posso fazer um comentário positivo, fico em silêncio.

Não faço mais chover na festa do jardim dos outros. Assim vou me curando do medo que alguém possa destruir a minha própria festa.

Meditação para o dia
Só por hoje viverei, e deixarei viver.

Narração – Christian Simon
Edição – Antônio Leal
Produção – Marta Lima

© Videobes 2017

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