Sentir raiva em recuperação, o que muda | Mensagem diária 28/mar

Quando sinto raiva hoje, eu primeiramente paro o que estou fazendo e faço uma prece. Tento me reconectar com Deus e com o estado de serenidade e gratidão que fui adquirindo através dos anos. Faço isso porque sigo a sugestão do programa de 12 passos de primeiro pensar e depois falar. Não posso desdizer uma palavra dita, não posso retirar uma ofensa proferida; posso até me desculpar; mas o dano já foi causado e; como uma facada, palavras sarcásticas vão precisar de um curativo e tempo pra fechar a ferida. Sarcasmo significa “rasgar a carne” então devo pensar antes de começar uma briga; devo silenciar antes de causar um dano que vai levar tempo e recursos pra curar. Quando peço a ajuda de Deus para ficar em silêncio e evitar reagir com raiva exerço domínio sobre mim mesmo. É diferente de ser submisso e aceitar ofensas. É diferente de engolir e reprimir a raiva por medo de desaprovação. Quando penso em Deus num momento de conflito, me elevo. E consigo uma perspectiva diferente da situação. Manter minha serenidade para um inventário posterior dos acontecimentos me dá a condição de conhecer melhor a mim mesmo e tomar providências sadias para resolver qualquer desafio.

Sempre tive um temperamento explosivo. Isso atrapalhou muito a minha vida. Me levou a fazer péssimas escolhas no impulso e no calor da agressão. A ira me dominava antes da recuperação, mas com meus inventários; percebi que ela era apenas fachada para sentimentos muito perturbadores que eu queria negar.

Para fugir desses sentimentos eu ficava maquinando vinganças e respostas inteligentes para destruir quem se atrevesse a cruzar meu caminho. Mas isso me custava tempo e energias preciosas que percebi que não queria mais desperdiçar. Então comecei a usar esse tempo e energia para encontrar as origens verdadeiras de minhas iras. E parei de me concentrar nas ofensas e punições que poderia impor aos outros.

Descobri que tinha vergonha de ter sido ingênuo, de ter deixado tirarem proveito de mim. Sentia medo de que pudessem me tirar o que me pertencia. Sentia culpa por ter mais do que o outro; e se o outro me lesasse; ficaríamos quites. Permitia abusos.

Meditação para o dia:
Vou parar de reprimir a raiva. Vou investigar as origens da minha ira e dela me libertar.

Narração – Christian Simon
Edição – Antônio Leal
Produção – Marta Lima

© Videobes 2017

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