Somos servidores de confiança @ 9ª Tradição @ Meditações

E então de empregada; depois de alguns anos em recuperação; passei a ser empregadora!

E minha vida não podia estar mais distante daquilo que eu idealizara!

Me sentia horrível e não sabia o quê estava fazendo errado!

Me sentia responsável por corrigir o comportamento de meus empregados acalmando os sentimentos e restaurando a paz. Por ter minha autoestima tão prejudicada, eu pagava sempre a mais que o mercado de trabalho e me esforçava para ajudar meus empregados a resolver seus problemas familiares pessoais e tinha até um armário de remédios para que eles não se queixassem de dores; o que percebi ser impossível porque quanto mais eu me esforçava para que eles se sentissem bem; mais doenças e dores e problemas pessoais eles me encarregavam de resolver. Eu queria administrar minha empresa com espiritualidade sem dar ordens ou exigir qualquer coisa das pessoas. Queria que fôssemos todos amigos e parceiros. E por que não? Companheiros!

Foi quando minha madrinha me lembrou da tradição 9, que diz que como grupo não somos organizados, mas podemos ter comitês que prestam serviço. Ela me lembrou que nos grupos nós somos servidores de confiança; de fato não acatamos ordens de ninguém; porém fora dos grupos as empresas se organizam e precisam de hierarquia e comando para sobreviver. Eu queria fazer de minha empresa, uma família feliz. Provavelmente a família feliz que jamais tive. Queria que as pessoas se sentissem felizes por trabalharem na minha empresa. E acabei esquecendo de distinguir uma coisa da outra.

Assim passei a tratar meus empregados com cordialidade e pagar o que era possível sem comprometer as finanças da empresa. Deixei de me responsabilizar pelos problemas pessoais; porque em um ambiente de trabalho eles não me dizem respeito. Com meus amigos e familiares e com as pessoas do grupo posso ser solidária e ajudar; mas na minha empresa devo manter uma postura profissional e evitar transformar meu local de trabalho em uma ouvidoria de problemas pessoais. Meus empregados estão recebendo um pagamento para executarem tarefas específicas e se eles têm problemas que não estão ligados ao trabalho isso não me diz respeito. Perdi a arrogância e prepotência de consertar a vida dos outros. Mesmo quando estou no grupo prestando meu serviço; a tradição 9 me lembra que não sou responsável pelo que os outros sentem.

Apenas presto meu serviço da melhor maneira que eu puder para que o grupo possa cumprir seu papel principal de transmitir a mensagem.

Porque eu detestava trabalhar e servir; acabei acreditando que poderia tornar esse castigo menos intragável para as pessoas. Eu seria a empregadora perfeita e a servidora modelo. Quanta arrogância e prepotência! Hoje sei separar minha vida profissional de meu serviço prestado aos grupos.

Tive que descobrir sozinha com meu poder superior uma forma de ser empregada e servidora de maneira que meu trabalho e serviço não fossem atos vãos e inúteis. E com o tempo uma gratidão foi brotando em mim e a gratidão foi me trazendo uma alegria de ter feito algo bom, mesmo que muito pequenino. E a simples alegria de fazer algo bom sem esperar aplauso, me fez descobrir que trabalhar e servir com amor me ligava a mim mesma; e me ligava aos outros; e todos nós nos ligávamos a Deus.

Meditação para o dia
Agora; quando trabalho em minha profissão e quando sirvo aos grupos; consigo verdadeiramente amar minha vida e percebi que amar minha vida através de minha profissão e através do serviço é ter intimidade como o segredo mais secreto da vida.

Daniela Ribeiro veste Casual Street (www.casualstreet.com.br).

Intérprete – Daniela Ribeiro
Direção – Christian Simon
Edição – Vinicius Vasconcelos
Produção – Marta Lima

© Videobes 2018

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